CARGO COMISSIONADO, VALE?

cumprimento
CARGO COMISSIONADO, VALE?
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Trezentas palavras para descascar a cebola do discurso político.


Equipe é um dos segredos da boa administração. Aí vem a questão de como preencher os cargos de confiança. Você já fez careta. É contra cargo de confiança. Vou demonstrar que não precisamos ser contrários a esse tipo de contratação. A questão é como são escolhidos esses ocupantes. No resumido, temos três formas:

          Na primeira alternativa, as vagas viram cargos políticos. Ou seja, o partido tal, que coligou indica alguns. O partido do vice-prefeito indica outros. E o prefeito indica ninguém, engole todos, ou é engolido por essa colcha de interesses.

          Outra alternativa é preencher com pessoas de confiança do prefeito. De fato, alguns cargos são ocupados com esse princípio. Aí vem parente, conhecido, amigo de infância. O fato de ser de confiança não garante que seja competente. Normalmente não o são. Se fossem competentes estariam ocupados com suas atividades, seus trabalhos e não viriam para a prefeitura.

          A terceira opção é que sejam ocupados por pessoas de conhecimento da área onde o cargo existe. Pessoas de capacidade técnica comprovada. Capazes de fornecer ao gestor municipal um plano para aquela área. Capazes de executar os planos definidos pelo prefeito de forma eficiente e eficaz.

          Resumindo os cargos de confiança deveriam, na sua maioria, serem cargos técnicos e não políticos ou de amizades. Mas são cargos importantes porque permitem, se bem ocupados, movimentar adequadamente a máquina pública.

          E quando os próprios funcionários de carreira ocupam estes cargos? Normalmente conhecem o funcionamento, as necessidades, as soluções. Podem ser excelentes secretários, diretores. Mas temos um risco, o do fisiologismo. De trabalharem mais para manter a situação sob controle do que para produzir bons resultados para os cidadãos. Amanhã ele poderá ter como chefe um subalterno dessa gestão. Aí tem que compor com todos os funcionários e a coisa não anda. É um risco.

Quanto mais pobre a cabeça, mais a boca fala. O vazio de ideias sai pela boca. É ficar ligado no discurso.

http://www.uel.br/uelfm/audios/32198-O_COTIDIANO.mp3

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