PANDEMIA E PANDEMÔNIO.

Talvez todos já estejamos mortos. Só falta criar as condições para permitir o enterro.

ASSUNTO DA HORA.

Os que buscam a felicidade em futilidades, não chegarão a encontrar felicidade em coisas consistentes.

A LAMPARINA INSONE.

O silêncio cresce, se fortalece . . . Silêncio agourento. É a gestação de um mau momento. Uma notícia ruim virá com o fim do silêncio. Tempo e silêncio: estão acasalando-se contra mim.

SÓ A VERDADE.

Os meus melhores textos não são os que você ouviu. São aqueles que rasguei ainda no dia em que os escrevi.

AS CHINELAS DO CELSO

Apesar de saber que a vida está indo, precisamos manter um gancho com nossa vidinha, mesmo que seja só a imagem de um chinelo sob o leito moribundo.

ÁLBUM DE CASAMENTO.

Na hora de casar deviam perguntar se você promete conversar com aquela pessoa até o fim da sua vida.

O ÚLTIMO ANIVERSÁRIO.

Não quero dar-me por morto; ainda há um tantinho de resfolegar que me cabe.

A FESTA DOS PORCOS.

A simplicidade da vida possibilitava uma infância interessante e acontecimentos inesquecíveis. A pasteurização da vida atual inviabiliza o inusitado e o inesquecível.

A TITIA QUERIA DANÇAR.

O convívio com um doente pode nos trazer pensamentos sobre as relações humanas e os sentimentos de empatia e solidariedade.