BIOÉTICA

A BATALHA DE SAPOS.

Um garotinho precisar estar preparado para a luta, mesmo que seja com bombas de cruéis jabuticabas explosivas.

O DONO DO CORPO.

Ah, se meu corpo fosse meu. Então eu teria controle sobre cada pedacinho dele. Mas não tenho poder nenhum.

SALVE A BOBEIRA.

Hoje sou um chato, mas pode ser que algum dia os chatos passem a ser os legais da história. Ou não. Vai saber!

SOZINHO COM O CORPO, SÓ.

Descobri que não estamos assim tão juntos. Tão carne e ossos. Tão unha e dedo. Há algo irreconciliável entre mim e meu corpo.

UM ACIDENTE NA CALÇADA.

Miséria de trabalhadora nem é moeda corrente. Mas o importante é estarmos em pé, aconteça o que acontecer.

SEDE DE IGNORÂNCIAS.

Um velho não pode se dar ao requinte e ao prazer da ignorância. No instante final, será o desejo de inocência a fechar-nos os olhos.

O DESENHO DA REALIDADE.

Nossa cabeça é formada pelo que vemos, lemos e ouvimos. Mas quem é mesmo que está costurando nossas ideias?

DIFERENTE, MAS IGUAL.

Antes de nos afastarmos pelas diferenças, podemos nos aproximar por nossas semelhanças.

CIVILIZAÇÃO PÁLIDA.

Vivo numa civilização pálida, onde a única forma de parecer sadio é estando mesmo enfermo.

COISA DE PASSARINHOS.

Mesmo uma simples palavra tem o dom de encantar e até mudar o destino de um vivente.

SUSSURROS DO PÓ.

“Ame o que quer que flua. Fumaça da cozinha, sangue de mulher, lágrimas. Você ouve o que estou dizendo?”

SOBRE TRONCOS E SEUS BROTOS.

Uma humanidade de muitas famílias com poucos filhos cria uma sociedade com indivíduos mais diversos e variação genética e comportamental.

CISGÊNERO ALFA.

Todos têm direito ao respeito. A violência contra o diferente é fruto do desconhecimento e da ignorância.

VÍTIMA NÃO TEM CULPA.

O primeiro passo para tentar modificar um cenário ruim, afinal de contas, é entendê-lo.

A QUEDA DO CÉU.

Temos também isso a aprender com os nossos irmãos das florestas: como manter o céu lá em cima, límpido e celeste.

OS DESPOJOS DE UM SEM PAI.

O choro copioso pelo desamparo de ser um sem pai, pela primeira vez na vida; amenizado por um afago filial.

AS LINHAS DO ALGORITMO.

Aos poucos a tecnologia vai nos substituindo, nos tornando obsoletos, desnecessários. Mas gosto, ou não gosto da ideia?

A RECADEIRA DOS FALECIDOS.

O céu finalmente parou a eterna cantoria por umas horas. Pra lá só vai pecado, boas ações e o que o finado puder lembrar.

UMA PARANÓIA DE INSÔNIA.

Um tantinho de conversa com quem nos cerca, pode até espantar algum fantasma do nosso cotidiano. E bons sonhos!